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1. Localize o numeral que abre a expressão antes de olhar o verbo. Na linha da ata, quem governa é trinta, e na linha do boletim é um, não os substantivos alunos e votos que aparecem grudados no verbo e roubam a atenção na leitura em voz alta.
2. Cubra com o dedo tudo que vier a partir do de e leia a frase de novo. Sobra trinta por cento faltaram à prova, que soa correto, e sobra um por cento foi anulado, que também soa correto. Com o substantivo escondido, o ouvido para de puxar o verbo para o plural.
3. Releia o documento inteiro procurando as outras porcentagens. Ata, boletim e relatório costumam trazer três ou quatro na mesma página, e o verbo corrigido na primeira linha não conserta o que ficou no resumo, na tabela comentada ou na frase de encerramento.
Na prova, o item costuma chegar assim: assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma padrão. Entre as opções aparecem duas porcentagens na mesma frase, uma alta e uma de um por cento, com todos os substantivos no plural para que a segunda concordância passe por contágio da primeira.
Aplicado às quatro linhas, o teste resolve em segundos. A primeira e a terceira leem o numeral antes de tudo, a segunda põe no singular um verbo governado por trinta, a quarta põe no plural um verbo governado por um, e a alternativa correta aparece sem releitura do enunciado.
Longe da prova, o teste serve na mesma velocidade. Antes de imprimir a ata ou publicar o boletim, tape o trecho que começa no de, leia a frase reduzida em voz alta e devolva o verbo que ela pediu, com o texto ainda aberto na tela.
O relatório automático pede um cuidado extra, e ele é mecânico. Quando a frase vier de um modelo que a planilha preenche sozinha, corrija o modelo, porque o arquivo do mês é só uma cópia e ajustar a cópia deixa o erro intacto na origem, pronto para voltar na rodada seguinte.
A escolha entre foi anulado e foram anulados não é questão de gosto nem de formalidade do documento. O desvio nasce da leitura pelo som, porque o substantivo plural fica colado no verbo e o numeral que manda ficou lá atrás, e se conserta olhando a primeira palavra da expressão antes das demais.
Nas duas linhas erradas o verbo obedeceu ao substantivo que estava mais perto, e nas duas certas ele obedeceu ao numeral que abre a porcentagem, que é quem tem o comando da concordância.
Confira antes de imprimir: qual é o numeral que abre cada porcentagem do texto, se o verbo copiou esse numeral ou o substantivo vizinho, se alguma porcentagem de um por cento ficou com verbo no plural.
"Na última ata, boletim ou relatório que você assinou, o verbo depois da porcentagem seguiu o numeral, ou seguiu a palavra que estava mais perto dele?"
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