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1. Confirme o tempo verbal. Se a forma termina em rei, rás, rá, remos, reis, rão, ela é futuro do presente; se termina em ria, rias, ríamos, ríeis, riam, ela é futuro do pretérito. Fora desses dois grupos, nada do que vem a seguir se aplica e a colocação segue as regras gerais.
2. Olhe o que existe à esquerda do verbo na mesma oração. Achou negação, advérbio colado, conjunção subordinativa, pronome relativo ou pronome indefinido, jogue o pronome para a frente do verbo, sem hifen, e o assunto acabou aí.
3. Não achando palavra atrativa, corte o verbo no ponto em que o infinitivo termina e encaixe o pronome ali, com hifen dos dois lados. Convidar mais ei recebe o pronome na emenda e vira convidá-lo-ei, com o r caindo e o acento aparecendo.
Na prova, o item costuma chegar assim: assinale a alternativa em que a colocação pronominal respeita a norma padrão. Entre as opções aparecem uma frase de futuro sem palavra atrativa, uma de futuro com negação e uma de locução verbal, com os pronomes trocados de posição de propósito entre elas.
Aplicado às frases da abertura, o teste resolve em segundos. Convidarei está no futuro do presente e nada atrai o pronome, logo o encaixe do meio era obrigatório e a ênclise derrubou a linha. A versão com não tem palavra atrativa e pede a próclise. A versão que abre com advérbio separado do verbo perde a atração e devolve o pronome ao meio.
Longe do gabarito, o mesmo raciocínio serve em ofício, parecer, contrato e ata. O redator confere o tempo verbal, olha à esquerda e decide sem apelar para memória de nomenclatura. Quando a forma sair pesada demais para o documento, ainda cabe reescrever com locução verbal, que resolve a colocação e deixa a frase mais leve.
A escolha entre as três posições tem uma consequência prática que passa despercebida. Colocação errada não cria ambiguidade de sentido, ela cria ruído de registro: o leitor entende a frase e ao mesmo tempo percebe que ela foi escrita por quem tentou formalizar o texto sem dominar a regra.
Das quatro frases de abertura, três já estavam corretas antes de qualquer correção, e a defeituosa era justamente a que o candidato considerou mais formal: empurrou o pronome para trás de um verbo que nunca o recebe nessa posição.
Confira antes de fechar o documento: se o verbo termina em rei, rá, rão, ria ou riam,
se existe negação, advérbio colado ou conjunção subordinativa antes dele na mesma oração,
se o pronome encaixado no meio está entre dois hifens, com o r do infinitivo já retirado.
"Na última mensagem formal que você escreveu, o pronome ficou atrás de um verbo no futuro?"
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