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Palavra oxítona em ão segue a origem latina; ancião, vilão e aldeão aceitam as três formas. Paroxítona em ão faz sempre ãos.
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A regra prática começa pela sílaba tônica (a sílaba pronunciada com mais força). Nas paroxítonas terminadas em ão, com a força na penúltima sílaba, o plural sai sempre em ãos: órgão vira órgãos, sótão vira sótãos, bênção vira bênçãos, órfão vira órfãos.
Nas oxítonas, com a força no ão final, vale a origem. Como o falante comum não consulta o latim, o caminho seguro é decorar os dois grupos menores e deixar o resto para o ões.
O grupo do ãos reúne mão, irmão, cristão, cidadão, cortesão, grão, chão, desvão e pagão. São palavras antigas, quase todas ligadas ao sufixo latino anus.
O grupo do ães reúne pão, cão, capitão, alemão, charlatão, escrivão, tabelião, sacristão, capelão e guardião. A lista cabe numa ficha e cobre a maior parte das questões de banca.
Fora desses dois grupos, a aposta segura é o ões, que reúne a imensa maioria das palavras: limões, canções, eleições, aviões, corações, nações, opiniões. Todo substantivo novo formado com o sufixo ção entra nesse grupo.
Algumas palavras aceitam duas formas, sem a terceira. Verão faz verões ou verãos; corrimão faz corrimãos ou corrimões; ermitão faz ermitãos, ermitães ou ermitões. Na dúvida, o VOLP resolve em poucos segundos pela consulta online da Academia Brasileira de Letras.
O aumentativo segue o ões sem exceção. Casarão faz casarões, paredão faz paredões, narigão faz narigões. A terminação ão de grau aumentado nasceu do mesmo one latino de coração.
Evanildo Bechara, na Moderna Gramática Portuguesa (edição de 1999), recomenda tratar a lista dos plurais variáveis como fato de vocabulário, sem tentar deduzir pela regra. A observação vale para a prova: a forma alternativa só passa quando o VOLP a registra.
O feminino também ajuda a conferir. Cidadão faz cidadã, cristão faz cristã, irmão faz irmã, todos do grupo ãos. Leão faz leoa, patrão faz patroa, do grupo ões. Quando o feminino termina em ã, o plural costuma terminar em ãos.
Na redação oficial, a escolha entre as formas de ancião segue o gosto do redator, com uma condição: manter a mesma forma do começo ao fim do documento. Um parecer que alterna anciãos e anciões em parágrafos vizinhos parece revisado às pressas.
O teste falha em alguns casos. Alemão faz alemã e plural alemães; capitão faz capitã e plural capitães. Serve como pista, nunca como prova.
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